Ciência

As 10 principais descobertas científicas de 2019

2019-12-31

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As 10 principais descobertas científicas de 2019

Hoje não é apenas o último dia do ano de 2019, mas as últimas horas de uma década. E, apesar deste não ter sido um ano fácil, ele foi repleto de descobertas científicas que representam um salto gigante para a humanidade. Se há uma coisa pela qual precisamos ser gratos ao entrar na nova década, é que cientistas do mundo todo continuam a trabalhar incansavelmente, com o objetivo de resolver alguns problemas e a melhorar nossa vida na Terra.

Neste ano, os pesquisadores não apenas fizeram progressos significativos, como criaram soluções e estratégias incríveis para combater a crise climática e proteger nosso próprio planeta. Que em 2020 a ciência e a tecnologia continuem caminhando a passos largos, mas agora é hora de relembrar as principais descobertas científicas de 2019:

10. Painel solar inspirado em origami gera eletricidade através das janelas

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O projeto Soligami foi criado pela startup de arquitetura australiana Prevalents e ganhou diversos prêmios de inovação em 2019. Com design exclusivo, ele tem potencial de transformar janelas em uma fonte de eletricidade para qualquer morador de apartamento, o que representa uma verdadeira revolução na geração de energia limpa e renovável.

Isto porque, até então, os painéis solares disponíveis no mercado eram escuros e pesados, diminuindo a iluminação natural das casas. O Soligami, por outro lado, é um sistema de painéis solares que funciona de maneira semelhante às persianas para que a luz ainda possa passar pela janela.

9. Estudantes criaram um aspirador de praia que suga microplásticos da areia

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Um dos maiores desafios de manter as praias limpas está na limpeza de todos os milhões de minúsculos microplásticos, que são impossíveis de coletar e separar da areia. No entanto, um grupo de estudantes de engenharia canadense conseguiu desenvolver um novo aspirador de pó chamado Hoopla One, que pode coletar estes microplásticos sem remover a areia da praia.

8. Pesquisadores criaram com sucesso o primeiro braço robótico que pode ser controlado através da mente

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Uma equipe de pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, em colaboração com a Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, fez uma descoberta incrível usando uma interface não invasiva. O grupo desenvolveu o primeiro braço robótico controlado pela mente. Ser capaz de controlar não-invasivamente dispositivos robóticos usando apenas pensamentos terá amplas aplicações, beneficiando em particular a vida de pacientes com paralisia e portadores de distúrbios do movimento.

7. Cientistas desenvolveram nova maneira de produzir combustível de hidrogênio, seguro, barato e ultra eficiente

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Em setembro, pesquisadores do Instituto de Tecnologia Technion-Israel publicaram um artigo, detalhando seu sucesso na criação de um novo método seguro, limpo, barato e ultra eficiente de dividir moléculas de água em oxigênio e combustível de hidrogênio.

O sistema da equipe, que usa sua tecnologia especializada E-TAC (produto químico eletroquímico ativado termicamente), divide a água 30% mais rápido que o método tradicional de eletrólise, mas não requer minerais terrestres raros e caros – e pode ser fabricado a 50 % custo reduzido.

6. Pesquisadores descobriram alga que reduz as emissões de vacas em 99%

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Vacas e ovelhas são responsáveis por cerca de 18% do aumento do aquecimento global, devido aos gases produzidos no processo de produção de carne. O sistema digestivo destes animais funciona como uma pequena fábrica de metano, um gás 20 vezes mais prejudicial para o ambiente do que o dióxido de carbono emitido pelos meios de transporte, que é enviado para a atmosfera pelo estrume e flatulência.

No entanto, o cientista Nick Paul – líder do Grupo de Pesquisa de Algas da Universidade da Costa do Sol, na Austrália, parece ter encontrado a solução. Ele descobriu que as espécies de algas marinhas, chamadas Asparagopsis, que crescem em grande quantidade na costa de Queensland, podem reduzir os gases dos animais em até 99%. Ele demonstrou que, até uma pequena quantidade da alga rosa na dieta de uma vaca poderia reduzir suas emissões de gases de efeito estufa, mudando o jogo na corrida contra as mudanças climáticas.

5. Primeira bateria de dióxido de carbono totalmente recarregável é 7 vezes mais eficiente que as tradicionais

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Pesquisadores da Universidade de Illinois, em Chicago foram os primeiros a mostrar que as baterias de dióxido de carbono e lítio podem ser projetadas para operar de maneira totalmente recarregável e testaram com sucesso um protótipo, que executou até 500 ciclos consecutivos de carga. As baterias de dióxido de carbono e lítio são ótimos sistemas de armazenamento de energia, porque possuem uma densidade de energia específica 7 vezes maior do que as baterias tradicionais, de íon de lítio comumente usadas.

4. Braço robótico permitiu que amputado sentisse novamente

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Em julho, pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, desenvolveram uma maneira de imitar como uma mão humana sente objetos enviando os sinais apropriados ao cérebro.

Isso significa que, um amputado usando o braço protético, pôde sentir o toque de algo macio ou duro, entender com precisão como pegá-lo e executar tarefas delicadas que, de outra forma, seriam impossíveis com uma prótese padrão com ganchos ou garras de metal para as mãos.

3. Estudantes encontraram bactérias que comem poluição e ‘respiram’ eletricidade

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Uma equipe de pesquisadores da Universidade Estadual de Washington passou várias horas caminhando pela área da Bacia do Gêiser de Heart Lake, para que pudessem deixar alguns eletrodos dentro de várias piscinas de água quente.

Um mês depois, a equipe retornou às fontes termais para coletar os eletrodos submersos e descobriu que, estas bactérias amam o calor e “respiram” a eletricidade. Em outras palavras, esta descoberta significa que este pode ser um excelente meio de combater a poluição ambiental e criar fontes de energia mais sustentáveis. Isto porque, essas bactérias podem “comer” a poluição convertendo poluentes tóxicos em substâncias menos nocivas, e ainda gerar eletricidade no processo.

2. Pesquisadores australianos desenvolveram uma técnica de fabricar concreto com vidro não reciclável

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Vidros não recicláveis costumam acabar em aterros, no entanto, um grupo de pesquisadores australianos descobriu um novo destino para o material. Segundo eles, o vidro moído pode ser usado para fazer polímeros de concreto, para substituir cimento tipo cal como um aglutinante para estradas. Como o polímero é um material particularmente resistente e resistente à água, também é adequado para áreas com tráfego intenso, como estações de serviço e aeroportos.

1. Cientistas capturaram a primeira imagem de um buraco negro

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Em abril de 2019, a NASA publicou a primeira foto já registrada de um buraco negro. Apenas meses depois, em setembro, os cientistas confirmaram a teoria da relatividade geral de Albert Einstein depois de estudarem o toque de um buraco negro recém formado e descobriram que o padrão desse toque realmente prevê a massa e o giro do buraco negro.

 

Fotos: reprodução

 

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