Sustentabilidade

Baleias azuis são vistas na Antártida pela primeira vez desde os anos 80

09/03/2020

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Baleias azuis são vistas na Antártida pela primeira vez desde os anos 80

Pesquisadores do British Antarctic Survey (BAS) descobriram que muitas baleias estão retornando à Ilha Geórgia do Sul, na costa da Antártida – algumas em grande número. A região, que antes era um local repleto de jubarte, baleias azuis e baleias francas do sul, chegou a perder 97% das espécies, devido à caça. No entanto, décadas de proteção ambiental graças à moratória internacional da caça às baleias – em 1982, permitiram que estas populações voltassem a crescer.

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Se em 2018, a pesquisa havia registrado apenas uma baleia, neste ano já foram mais de 55. A expedição também apontou para mais de 20 mil jubarte e outras dezenas de baleias francas do sul. Segundo comunicado da instituição: “Para uma espécie tão rara, como a baleia azul, esse é um número sem precedentes de avistamentos e sugere que as águas da Antártida permanecem um importante local de alimentação para essas espécies raras e pouco conhecidas.”

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No início do século 20, a Antártida foi o local preferido escolhido pela caça às baleias. Se a grande maioria das espécies do maior mamífero do mundo estava ameaçada de extinção, graças a um programa muito bem elaborado de proteção, hoje o cenário é outro. A caça às baleias hoje já não é um mercado lucrativo e as pressões ambientais são muitas. Jennifer Jackson – bióloga de baleias no BAS, não esconde a felicidade: “Após três anos de pesquisas, estamos emocionados ao ver tantas baleias visitando a Geórgia do Sul para se alimentar novamente.”

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A volta das baleias na Antártida

No último Fórum Econômico Mundial, as baleias foram apresentadas como agentes de prevenção das mudanças climáticas. Pesquisadores estimaram que a vida de cada baleia vale cerca de U$ 2 milhões, por causa do grande papel que desempenham como depósitos de carbono. Isto acontece porque as fezes das baleias alimentam a proliferação do fitoplâncton – as algas marinhas que respiram metade do oxigênio do planeta Terra.


Fotos: Unsplash

 

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