Tecnologia

Baterista que perdeu o braço desenvolve tecnologia que permite com que amputados possam tocar instrumentos novamente

2020-10-27

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Baterista que perdeu o braço desenvolve tecnologia que permite com que amputados possam tocar instrumentos novamente

Um dos maiores desafios na vida do baterista Jason Barnes, foi quando ele perdeu o braço em um acidente elétrico e não pôde mais tocar sua bateria. O acidente aconteceu quando um transformador explodiu nele e o deixou completamente perdido, afinal, parecia que o sonho de uma vida inteira estava desmoronando. Mas ele não se contentou com isto e construiu uma prótese que o permite tocar o instrumento musical e hoje está desenvolvendo uma tecnologia para ajudar outros músicos amputados a fazer o mesmo.

musico amputado bateria 1

Conhecido como “Bionic Drummer”, a história de recuperação de Barnes começou quando ele amarrou uma baqueta ao gesso e começou a fazer batidas simples na bateria. Com o sucesso de sua engenhoca, ele construiu uma prótese customizada para tocar bateria, que se encaixava confortavelmente em sua amputação e carregava um suporte especial com molas que auxiliam na baqueta. Desta forma, ele pode balançar a baqueta para cima e para baixo de forma semelhante à técnica de um baterista.

musico amputado bateria 2

Ele se inspirou na história de Rick Allen, o baterista do Def Leppard que também perdeu o braço depois de um acidente, mas criou uma maneira de voltar a tocar. Depois de entrar em contato com Gil Weinberg, compositor de música de câmara e professor na Escola de Música da Georgia Tech, ambos criaram juntos um sistema de inteligência artificial para músicos profissionais. Hoje, Barnes possui um braço biônico que lhe permitiu tocar 2.400 batidas de bateria em um minuto, recorde mundial.

musico amputado bateria 3

Mais do que uma prótese, a tecnologia desenvolvida pela dupla funciona através de um sistema de ultrassom e eletromiografia, que permite que a prótese responda a sinais elétricos enviados do cérebro para a musculatura. É como se eles pudessem tocar graçar ao controle da mente, o que pode revolucionar a vida de amputados.

musico amputado bateria 4

“Estou muito animado com a ideia de trazer tecnologia para o corpo e permitir que as pessoas explorem coisas que não podiam antes”, disse Gil, com plena consciência de quem sabe que mudou a vida do baterista. “Não pensei que estaria onde estou agora, especialmente depois do meu acidente”, disse Jason emocionado. “Eu mal sabia que cinco ou seis anos mais tarde estaríamos prestes a desenvolver algumas das melhores tecnologias para amputados, como alguém poderia prever algo assim?”, completa.

 

Fotos: Georgia Tech News Center

 

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