Sustentabilidade

Caixão vivo à base de fungos devolve nutrientes humanos ao solo

2020-09-29

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Caixão vivo à base de fungos devolve nutrientes humanos ao solo

A necessidade de proteger o meio ambiente e a escassez de espaço vêm criando um desafio cada vez maior aos cemitérios. No entanto, uma startup holandesa parece ter encontrado a solução. Um grupo de pesquisadores desenvolveu o Living Cocoon, um caixão vivo à base de fungos, que devolve nutrientes humanos ao solo, contribuindo com a decomposição do corpo e enriquecendo o solo.

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O caixão de rápida compostagem leva apenas 2 anos para ser completamente absorvido pela terra, já que é feito de micélio de cogumelo, uma espécie de fungo bacteriano. Criado pela startup Loop, no caixão tradicional, o processo de transformação em composto pode levar uma década ou mais, já que tem a madeira envernizada, metais e roupas sintéticas, que podem levar ainda mais tempo para se desintegrar.

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A estrutura ajuda a filtrar as substâncias tóxicas que são expelidas do corpo humano e aduba o solo para que novas árvores e plantas possam crescer no local, criando assim um ciclo infinito onde nada se perde, tudo se aproveita. Além disso, o caixão leva somente sete dias para ser cultivado e não precisa de luz artificial ou eletricidade.

 

Desenvolvido por Bob Hendrikx, da Universidade Técnica de Delft, segundo ele o caixão natural fará com que o processo de decomposição do corpo humano seja muito mais rápido e sustentável. Após uma série de testes, o primeiro lote de caixões já foi utilizado. Além dos dez estruturas construídas para a primeira fase de testes, novos caixões já estão sendo desenvolvidos em colaboração com duas empresas funerarias da Holanda, a Cuvo e a Laatste EER.

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Hendrikx explica que o micélio é tão eficiente, que é usado para comer a radiação de Chernobyl: “O micélio está constantemente à procura de resíduos para converter em nutrientes para o ambiente. Faz o mesmo com substâncias tóxicas, incluindo óleo, plástico e metal. Por exemplo, micélio foi usado em Chernobyl, é utilizado em Roterdã para limpar o solo e alguns agricultores também o aplicam para tornar a terra saudável novamente”, explicou.

 
Fotos: divulgação Loop

 

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