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Cientistas criaram pele humana que pode ser imprimida em menos de 1 minuto

2019-11-25

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Cientistas criaram pele humana que pode ser imprimida em menos de 1 minuto

Um grupo de cientistas descobriu como imprimir a pele humana – e leva menos de um minuto. A DeNova Sciences, uma startup sediada em Cingapura, desenvolveu um método para criar pele in vitro que possui as mesmas propriedades químicas e biológicas da pele humana. O objetivo era produzir uma alternativa aos testes em animais.

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“Podemos ver que a indústria está se movendo para testes sem animais, por isso realmente queremos oferecer uma solução para testes na pele sem usar animais ou pele humana”, explicou John Koh – gerente de laboratório da startup.

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O projeto é uma colaboração com a Universidade Tecnológica Nanyang de Cingapura. A pele sintética é feita de células da pele e colágeno doados, impressos em camadas padronizadas – assim como a pele humana. Segundo a Reuters, cada pedacinho de pele demora menos de um minuto para imprimir, característica que torna o projeto inédito e inovador.

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As peles são incubadas por cerca de duas semanas, fazendo com que as células da pele se multipliquem e obtenham opacidade. Elas podem ser usadas ​​para testar a toxicidade ou irritabilidade de um produto – algo que muitas empresas costumam fazer em animais para determinar.

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A empresa divulgou que a pele será usada em breve para testar os efeitos dos produtos de clareamento na pele humana.

A realidade dos testes em animais

Todos os anos, mais de 500 mil animais são utilizados em testes para fins cosméticos em todo o mundo. Isso porque 80% dos países ainda permitem que essa prática aconteça. Os testes causam muito sofrimento para os animais, já que os expõem a produtos químicos sem nenhum tipo de anestesia, entre outros tipos de crueldade. 

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Algumas organizações de proteção animal, como a PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), defendem que técnicas alternativas são mais eficientes e baratas do que os testes em animais. Análise computadorizada, testes em pele produzida em laboratório e testes de contato em seres humanos são alguns dos métodos utilizados em países onde a legislação proíbe o uso dos bichinhos em testes de cosméticos.

 

 

Fotos: reprodução

 

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