Sustentabilidade

Estudantes brasileiras criam minifoguetes para reflorestar áreas devastadas

2020-10-15

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Estudantes brasileiras criam minifoguetes para reflorestar áreas devastadas

Com a Amazônia e o Pantanal sofrendo queimadas cada vez mais colossais, a necessidade de reflorestar estas áreas devastadas é cada vez mais urgente. E para isto, a gente conta com a ajuda de mentes brilhantes e da tecnologia! Três alunas brasileiras da escola agrícola do Paraná, de 14, 15 e 16 anos, desenvolveram minifoguetes capazes de reflorestar áreas devastadas de difícil acesso.

O projeto é finalista em premiação nacional e foi desenvolvido após um incêndio de grandes proporções que devastou um parque nacional na região. Estephany da Silva Alves – de 15 anos, estava em sua casa quando um incêndio tomou conta do Parque Nacional de Ilha Grande, que destruiu 68% da área de preservação em 2019 e ameaçou comunidades do entorno.

mini foguetes para reflorestar areas devastadas 1

Foi então que as estudantes do ensino técnico em Agropecuária criaram um protótipo de um minifoguete que transporta sementes à áreas que sofreram as queimadas, mas que são de difícil acesso. Feitos de tubo de PVC e movidos à base de um combustível natural, uma pilha e um fio para dar ignição, os minifoguetes foram desenvolvidos a um custo unitário de apenas 50 reais, sendo que o protótipo chega a subir até 300 metros.

As sementes são transportadas num compartimento especial no “bico” do minifoguete. Quando ele atinge a altura máxima, esse compartimento se abre e as sementes são espalhadas no solo, com uma capacidade de reflorestar uma área de 284 metros quadrados. Desenvolvido em parceria com o professor Emmanuel Zullo Godinho, que leciona sobre solos e produção vegetal, o objetivo é espalhar sementes nativas, como ipê e pitanga, que podem tornar-se uma planta jovem em apenas 4 meses.

mini foguetes areas devastadas 2

“Nosso projeto, ‘Reflorestamento com minifoguetes: sementes para o futuro’, usa inicialmente duas sementes. O ipê, que é silvicultura, plantação de árvore; e a pitanga, que é fruticultura, e assim ajuda a recompor uma área de vegetação nativa” explica o professor.

Devido à pandemia e da atual seca, os primeiros lançamentos de minifoguetes devem acontecer a partir de dezembro, período de chuvas no Brasil. “Reflorestar uma área queimada não é fácil. As sementes que o minifoguete vai levar já começaram a ser selecionadas na região, já estão adaptadas”, disse Godinho.

queimadas amazonia

Tudo começou durante uma feira de ciências, mas o projeto das meninas chamou tanta atenção, que elas foram chamadas para o inscrever em um festival internacional. Hoje, ele é um dos 10 finalistas do Prêmio Respostas para o Amanhã, promovido globalmente pela Samsung para incentivar escolas públicas a criarem soluções tecnológicas. “Tem sido uma grande oportunidade de aprender mais, ajudar o meio ambiente, de conscientizar todos sobre a destruição das queimadas e a necessidade de reflorestar. E elas estão acontecendo em muitos lugares do Brasil agora”, afirma Estephany.

 

Fotos 1 e 2: Colégio Agrícola Estadual Adroaldo Augusto Colombo
Foto 3: Victor Moriyama

 

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