Sustentabilidade

Navio movido a vento promete transformar transporte marítimo

2020-09-16

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Navio movido a vento promete transformar transporte marítimo

Com o objetivo de combater a poluição, mudanças climáticas e o temido aquecimento global, a Suécia acaba de apresentar o protótipo do primeiro navio cargueiro do mundo movido a vento. O Oceanbird promete revolucionar o transporte marítimo e terá suas primeiras unidades entregues em 2024.

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Com cinco velas de aço, parecidas com as asas de um avião, quando içadas, elas alcançam uma altura de até 105 metros acima do nível do mar, capturarando a força do vento e impulsionando o navio no oceano. De acordo com os responsáveis pelo projeto, o uso do vento pode reduzir em 90% o consumo de combustível para transportar uma carga pelo mar, o que vai ajudar a diminuir bastante a poluição.

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O governo sueco investiu 27 milhões de coroas suecas – 16,4 milhões de reais – no desenvolvimento do navio. Liderado pela empresa de transporte marítimo sueca Wallenius Marine, em conjunto com o Instituto Real de Tecnologia de Estocolmo e o instituto de pesquisa SSPA, o Oceanbird – pássaro do oceano em tradução livre, é o verdadeiro navio do futuro!

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Com 200 metros de comprimento e 45 metros de largura, ele é um cargueiro voltado para o transporte de carros, caminhões e outros tipos de veículos e terá capacidade de transportar até 7.000 automóveis. O navio também tem um motor à combustão, para auxiliar nas manobras do navio nos portos.

 

Hoje, o transporte marítimo é responsável por 3% das emissões de CO2 no mundo. A meta da Organização Internacional Marítima (IMO), uma agência ligada à ONU, é reduzir em até 50% as emissões de gases do efeito estufa do setor até 2050, em relação aos níveis de 2008. A estimativa é de que ele terá capacidade de cruzar o Oceano Atlântico, entre a Europa e os Estados Unidos, em 12 dias. Os navios atuais costumam para fazer o mesmo trajeto em 8 dias. Apesar de não ser o navio mais veloz, ele irá ajudar a reduzir o impacto da indústria marítima no aquecimento global. E afinal de contas, isto é o mais importante, não é mesmo?

 

Fotos: divulgação

 

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