Empatia

Praticar o altruísmo nos deixa mais felizes e melhora a saúde física, conclui estudo

2020-10-22

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Praticar o altruísmo nos deixa mais felizes e melhora a saúde física, conclui estudo

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Hong Kong acaba de publicar um estudo na American Psychological Association, que promete revolucionar tudo o que pensávamos sobre altruísmo e compaixão. Segundo a pesquisa, realizar atos de bondade e ajudar outras pessoas pode ser bom para a saúde e o bem-estar, não somente de quem é ajudado, mas, sobretudo, de quem ajuda.

atos de bondade faz bem pra saude 1 - altruísmo

Para Bryant P.H. Hui – principal autor, a explicação é óbvia, já que o altruísmo, a cooperação, a confiança e a compaixão são todos ingredientes necessários para uma sociedade harmoniosa e funcional. “Faz parte da cultura compartilhada da humanidade, e nossa análise mostra que também contribui para a saúde mental e física”, explica.

atos de bondade faz bem pra saude 2

Esta foi a maior pesquisa já realizada neste domínio. Apesar de diversos estudos anteriores já terem sugerido os benefícios dos atos de bondade, nem todos conseguiram evidências para comprovar esta ligação. Para isto, a equipe de Bryant trabalhou com 198.213 participantes no total, e analisaram a conexão entre seus comportamentos sociais e o bem-estar.

atos de bondade faz bem pra saude 3 - altruísmo

Uma vez feitas todas as análises, os pesquisadores dividiram os atos de bondade em bem-estar geral, como por exemplo ajudar um vizinho mais velho a carregar mantimentos e comportamento pró-social formal, como o voluntariado para uma instituição de caridade. De acordo com Hui, a ajuda informal é mais casual e espontânea e pode levar mais facilmente à formação de conexões sociais, enquanto o comportamento pró-social formal depende mais de nossos valores e costumes.

Faça o bem e seja mais feliz

E o mais interessante é que os pesquisadores encontraram uma ligação direta entre a gentileza e o que é conhecido como bem-estar eudaimônico (que diz respeito à autorrealização e a encontrar o sentido da vida). Os benefícios, no entanto, dependem de alguns fatores, como a idade e o sexo de quem pratica a compaixão. Enquanto os doadores mais jovens relataram níveis mais elevados de bem-estar geral, os doadores mais velhos relataram níveis mais elevados de saúde física.

Além disso, as mulheres mostraram relações mais fortes entre a pró-socialidade e níveis de bem-estar em comparação com os homens – talvez porque se espera que as mulheres sejam mais atenciosas e generosas, o que acaba gerando um senso mais forte de bem-estar por agir de acordo com essas normas sociais, de acordo com o estudo.

 

Fotos: Unsplash

 

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