Mulheres

Sobrevivente de câncer torna-se a primeira mulher a concluir desafio de triatlo de mais de 500 km

2020-09-15

author:

Sobrevivente de câncer torna-se a primeira mulher a concluir desafio de triatlo de mais de 500 km

O esporte nos ensina muitas coisas, entre elas o verdadeiro significado da palavra superação. Depois de 5 exaustivos dias de prova de triatlo, sem dormir e quase sem comer, Andrea Mason foi a primeira mulher a completar um desafio de mais de 530 quilômetros. Quem a viu ultrapassar a linha de chegada imaginária e a desafiar os limites do próprio corpo, no entanto, mal pode imaginar que em 2017 ela foi diagnosticada com uma endometriose grave e câncer cervical.

sobrevivente cancer mulher triatlo 1

O desafio foi  insano, mas sua felicidade ao cruzar a linha de chegada deixava claro que ela não somente comemorava o fim da prova, mas sua própria vida. O desafio foi proposto por ela mesma e ao invés de competir com outras pessoas, Mason competia com ela mesma. A prova começou nos Alpes franceses, e incluiu nadar ao redor do Lago de Annecy, depois pedalar e correr até o Mont Blanc, o icônico segundo pico mais alto da Europa.

sobrevivente cancer mulher triatlo 2

Partindo às 6h15 da sexta-feira (11), a mulher de 39 anos, lutou contra fortes dores e alucinações, mas continuou, até conseguir completar a corrida em impressionantes quatro dias, 23 horas e 41 minutos. E o motivo para ela realizar um desafio assim tão duro, não poderia ser mais autêntico: depois de uma operação bem-sucedida, ela agora espera aumentar a conscientização sobre a saúde reprodutiva das mulheres e, em particular, sobre a endometriose. Natural de Lancashire, Inglaterra, ela disse: “Sinto-me feliz, exausta e aliviada”. No ano passado, Andrea criou sua própria instituição de caridade, a Lady Talk Matters, com o objetivo de normalizar a conversa em torno de questões reprodutivas femininas.

sobrevivente cancer triatlo 3

Andrea sempre foi esportista de alto nível, sendo que ela participou de sua primeira competição quando tinha apenas 4 anos. Mas o impacto de uma prova de mais de 500 quilômetros foi muito maior do que ela imaginava: Foi maior do que eu imaginava, o impacto no meu corpo foi enorme, mas cada vez que eu sentia vontade de parar e pensava em desistir, ficava me lembrando do motivo pelo qual estava fazendo isso”, explica. “Pensei em todas as mulheres com dor ou que ainda não tinham sido diagnosticadas. É por isso que me coloco nisso”.

 

Fotos: SWNS

 

Gostou do artigo?

Siga a gente no Instagram.

Curta a nossa página no Facebook.

Inscreva-se no nosso canal no Youtube

Comentários do Facebook