Viagem

Varsóvia: a cidade que foi 80% destruída encanta pela modernidade

13/11/2019

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Varsóvia: a cidade que foi 80% destruída encanta pela modernidade

Já fazia tempo que estávamos sendo atraídos pela Polônia. Um dos países mais baratos da Europa, com belas paisagens e rico em história. Era tudo o que precisávamos. Passamos uma semana neste país encantador e dividimos nossa viagem entre a Varsóvia e a Cracóvia. Desembarcamos em Varsóvia em um domingo ensolarado e os primeiros minutos em que andávamos pelo moderno centro da capital da Polônia já foram suficientes para nos apaixonarmos por ela.

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Muita gente prefere a Cracóvia, porque realmente ela possui uma beleza mais óbvia e escancarada, além de ser muito mais turística. Mas a verdade é que nós nos apaixonamos pela Varsóvia e sua capacidade imensa de se levantar das cinzas. Literalmente, já que a cidade foi 80% destruída na 2º Guerra Mundial. Muita gente sabe que a Polônia foi o país mais devastado pela brutalidade nazista, mas estar na Varsóvia é poder ver isto de perto. Se hoje a cidade é pulsante, cultural e extremamente moderna, museus e monumentos não deixam esconder o seu passado trágico.

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Se você quiser conhecer tudo e visitar os principais museus e monumentos, reserve ao menos 3 dias para conhecer a cidade. Nós não conseguimos visitar tudo o que queríamos, porque um dos dias em que estávamos lá era feriado, e tudo esta fechado. Mais um motivo para voltarmos!

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Museu do Levante

Um “passeio” pela história da Segunda Guerra Mundial, se é que podemos chamar isto de passeio. O museu é uma verdadeira viagem no tempo, com objetos, armas e até réplicas de aviões utilizados na guerra. Para finalizar, um vídeo em 3D mostrando a cidade completamente destruída pela 2º Guerra Mundial. O vídeo foi feito utilizando fotos reais da época, e nos deixa sem palavras. Mal dá pra acreditar que há menos de 100 anos Varsóvia foi totalmente destruída.

Palácio da Cultura e da Ciência

Com 42 andares, este é o segundo edifício mais alto da Polônia. Construído na década de 1950 a mando se Stalin, ele é imponente e fica no centro econômico da cidade, que abriga uma série de arranha céus e prédios modernos e espelhados.

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O palácio hoje é um complexo, que abriga museus, casas de show, teatros, restaurantes, cafés e a incrível vista panorâmica do 30º andar – a melhor da cidade. Logo na porta, a icônica escultura do trabalhador que segura o livro de Marx, Engels e Lenin nos lembra do passado socialista do país.

Cidade Velha

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Fechada pela Muralha de Varsóvia, que delimita o centro histórico até hoje, reserve ao menos metade de um dia para conhecer, pois é lá que estão vários museus, monumentos e o Castelo Real de Varsóvia. Isto sem falar que a região possui inúmeros cafés e restaurantes, praças e estátuas. A Praça Central, construída no século XII, é palco de um dos maiores mercados de natal da Europa.

É na cidade Velha que fica a famosa Coluna de Sigismundo, um dos monumentos mais antigos do norte da Europa, a Basílica de São João Batista e a Igreja da Nossa Senhora das Graças.

Museu Chopin

As 3 maiores celebridades polonesas são: o músico Frederic Chopin, o Papa João Paulo II e o astrônomo e matemático Nicolau Copérnico. Se estátuas do Papa estão espalhadas por todo o país, em Varsóvia você pode visitar o Museu Chopin, dedicado à vida e a obra do célebre compositor. Lá também se encontra o maior acervo pessoal do artista com manuscritos, cartas, trechos de sua biografia e edições originais.

Parque Lazienki

Gradioso e imponente, é lá que está o famoso monumento em homenagem a Frederic Chopin. De frente à estátua, caixas de som estão espalhadas, permitindo aos visitantes ouvir as composições do mestre da música clássica.

Castelo Real de Varsóvia

Localizado na cidade velha, no centro histórico da cidade, ele é fonte de orgulho e símbolo da força do país. Completamente destruído pelos nazistas, o castelo foi reinaugurado na década de 1980 e hoje é listado como um dos patrimônios históricos da humanidade pela UNESCO.

Museu Neon

Localizado no moderno e cool bairro do SoHo, o museu é uma verdadeira viagem a história do comunismo polonês, mas através das grandes iluminações em Neon. Infelizmente, deixamos para ir no dia do feriado e chegando lá ele esta fechado. Uma grande decepção, pois estávamos loucos para conhecer esta parte da história.

Para quem não sabe, eles tem a maior coleção de sinais e placas de neon de toda a Europa. Durante os anos do comunismo na Polônia, o país usava o neon de forma diferente. Lá, essas luzes serviam para apresentar informações aos cidadãos e como sinal de prestígio.

Flanando em Varsóvia

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Não importa o lugar do mundo em que você esteja: a melhor maneira de se conhecer uma cidade é andar. Utilizamos pouquíssimo transporte público e por isto conhecemos uma varsóvia um pouco diferente daquela que se faz presente em sites e guias turísticos, o que a gente adorou!

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Foi flanando pelas ruas da cidade, que nós descobrimos restaurantes, cafés e inúmeros edifícios imponentes da época do comunismo. A quantidade de construções monumentais impressiona.

O muro do Gueto

O Gueto de Varsóvia ficou marcado como o maior gueto judaico da Alemanha nazista durante o holocausto. Foi ali que aconteceu o Levante do Gueto de Varsóvia, considerado a primeira grande insurreição contra a ocupação nazista. Quase completamente destruído durante o levante de Varsóvia, hoje ainda resta um pequeno pedaço original dele.

Melhor época para ir

Nós conhecemos a Polônia no outono e os dias já eram bastante frios. O inverno costuma ser rigoroso e a possibilidade de encontrar neve é alta. Coincidentemente, descobrimos que o outono é considerado a época mais bonita, já que as folhas secas caídas no chão formam uma incrível paleta de cores. Quer conhecer a Varsóvia e saber o que fizemos por lá? Assista o vídeo abaixo:

 

 

 

Fotos: Lumière Média

 

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